7 dicas para operar uma franquia brasileira no exterior

16/04/2018


Cada vez mais franqueadores brasileiros têm procurado expansão em mercados internacionais, como revela o mais recente balanço da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

No ano passado, franquias nacionais já operavam em uma centena de países. Do total, 142 redes atuavam no exterior, 129 tinham operações físicas em outros países e 18 exportavam ou distribuíam produtos em mercados estrangeiros. A maioria das marcas está presente nos Estados Unidos (46).

Mas antes de buscar mercados lá fora para abrir novas unidades, é preciso seguir alguns passos para que a internacionalização seja bem-sucedida, de acordo com a advogada especialista em franchising Marina Bechtejew, sócia do escritório NB Associados.

 

A internacionalização precisa ser organizada criteriosamente, a começar por uma análise prévia da realidade social, cultural, econômica e política de cada país, já que ela poderá proporcionar diferentes oportunidades de atuação ao empresário. “Tais cautelas não excluem os riscos, mas ajudam a minimizá-los”, afirma Marina.

A seguir, confira as recomendações para cruzar as fronteiras no franchising:

1 – BUSQUE UM ESPECIALISTA

O primeiro passo é contar com auxílio profissional para providenciar a adequação do seu negócio no país de destino. Essa forma de expansão pode se dar por meio de master franquia, franquia direta e joint venture, entre outros modelos.

2 – FAÇA CONEXÕES LOCAIS

É preciso contratar um advogado local, que fará a conexão com o advogado de sua confiança. Essa contratação é importante pois cada país tem uma legislação específica que deve ser respeitada. “No Brasil, por exemplo, a lei exige que a franqueadora entregue a circular de oferta de franquia aos candidatos a franqueados”, diz Marina.

 

3 – INFORMAÇÃO QUE FAZ A DIFERENÇA

Antes de iniciar a internacionalização, é preciso buscar informações sobre a situação da marca no país em que deseja se expandir. No Brasil, a consulta é feita ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Se não houver impedimento, o empresário deve providenciar o registro no país onde deseja atuar.

4 – CONHEÇA O MERCADO

É fundamental avaliar bem o país e estudar o mercado consumidor onde pretende abrir a franquia, já que, se for necessário, será importante ajustar produtos e serviços para se adequar ao país pretendido.

5 – NA PONTA DO LÁPIS

Como em qualquer negócio, é necessário fazer uma avaliação prévia dos custos, com os valores necessários para dar suporte à rede, com produtos e matéria-prima –incluindo os que dependem de exportação. Essa avaliação auxilia, inclusive, na definição da melhor forma de ampliação e escolha de fornecedores, ou seja, se serão parceiros locais ou não.

6 – E OS PAGAMENTOS?

Avaliar como será feita a remessa dos pagamentos feitos pelo franqueado. No Brasil, para que haja remessa dos royalties para franqueadores internacionais, o contrato deve ser averbado junto ao INPI e depois registrado no Banco Central.

7 – UNIÃO QUE FAZ A FORÇA

Não fique isolado: outro ponto importante é se associar a alguma entidade local de apoio ao franchising. No Brasil, a advogada recomenda filiação à ABF.

IMAGEM: Thinkstock

Fonte: Diário do Comércio - Karina Lignelli

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