Habilidades extras

ACIF em Revista - edição 278 - Fevereiro

 

Com os avanços da tecnologia, a presença humana tem sido substituída pela automatização em tarefas repetitivas e nas que exigem menos habilidades. Gradativamente, a inteligência artificial vai ocupando cada vez mais espaço no mundo corporativo.

A automação ainda não chegou a atividades intelectuais e criativas, no entanto, as transformações em curso acabam também por requerer maior qualificação da mão de obra, um dos gargalos crônicos do Brasil. No ano que vem, o país sofrerá com um déficit de 1,8 milhão de pessoas para vagas que demandam especialização, de acordo com pesquisa da empresa de recursos humanos Korn Ferry, realizada com executivos daqui. 

Apesar de o mercado continuar atrás de gente preparada tecnicamente (e é imperativo estudar e se manter sempre atualizado), o crescente uso de robôs obrigará os profissionais a desenvolverem outras habilidades, conforme mostra estudo divulgado recentemente pela International Business Machine (IBM).

A análise indica que 120 milhões de trabalhadores nas dez maiores economias do mundo terão de se aperfeiçoar nos próximos três anos por conta da tecnologia. Porém, o mercado vai valorizar as chamadas soft skills – características relativas a comportamento e personalidade. Ou seja, conhecimento técnico não será suficiente, será preciso aprimorar competências mentais, emocionais e sociais.

A capacidade interpessoal permite se adaptar e se comunicar melhor, lidar com a pressão, ser colaborativo, maleável e liderar. Tem total aplicação no dia a dia do dono de uma micro ou pequena empresa, que se relaciona com clientes, fornecedores, empregados, sócios, parceiros comerciais e experimenta um leque enorme de situações.

O empreendedor tem de se refinar nesse sentido, assim como deve procurar qualificar seus funcionários nesse campo para manter a competitividade.

As máquinas e softwares podem tomar o lugar das pessoas em diversos casos, mas a inteligência emocional tem sua cadeira cativa no mundo dos negócios. Cabe ao empresário estar atento à questão e construir um empreendimento sintonizado com os novos tempos.

 

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Wilson Poit

Diretor-superintendente do Sebrae-SP

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