O que sobra e o que falta

14/03/2019

Não está claro se a confusão político-carnavalesca que vivemos no País é estado de coisas ou instrumento de poder. O tempo dirá, com todas as consequências que o desvelamento pelos fatos traz.

Tempos de confusão são difíceis de entender por quem os vive. O que não significa que devemos deixar a vida nos levar sambando alegremente passarela abaixo.

Sobra confusão e, claro, críticas.

Umas, elegantes e bem articuladas, zombam de integrantes do governo e dos seus apoiadores. Outras, mordazes, guiam-se por política e interesses. Como sempre, umas e outras ocupando espaços privilegiados na mídia.

É assim que, paralelamente à luta por espaço no governo, segue livre o 3o turno das eleições de 2018, algo até certo ponto esperado para este ano.

Mas, no País capaz de todas as surpresas, o que surpreende é a insuperável caradurice de quem critica para apagar críticas.

Aquela manjada cara de pau de quem demoniza projetos e intenções dos outros para fazer esquecer o mal que, de fato, eles próprios fizeram ao País, por ação ou omissão.

Que atacam crenças, valores e instituições para instalar uma pretensa liberdade de costumes que, na verdade, não tolera outra maneira de ver as coisas.

E que debocham das manifestações da parcela da população que os rejeitou nas urnas, apontando sua falta de tolerância, educação e informação, esquecendo-se de que foram eles que passaram anos dividindo, deseducando e desinformando a população brasileira.

Por aí concluímos que, neste momento do Brasil, a crítica faz parte da confusão, para aumentá-la, claro.

E como acontece em todo desequilíbrio, está sobrando algo de um lado e faltando de outro.

O que falta é sinceridade, acima de tudo, de propósitos. E, mais do que tudo, daqueles que têm por dever criticar.

IMAGEM: Pixabay

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

Fonte: Diário do Comércio - Sérgio Paulo Muniz Costa

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