Rifaina: beleza chama a atenção e atrai empreendimentos milionários

ACIF em Revista - edição 274 - Setembro/Outubro

 

O verde da paisagem natural em contraste com a água límpida da represa de Jaguara. Esse é o cenário que tem atraído os olhares e, por que não dizer, o bolso de muitos investidores para Rifaina (SP). A cidade na região de Franca, que fica à beira do lago formado pelo Rio Grande - na divisa dos Estados de São Paulo e Minas Gerais – passou nos últimos anos a ter sua economia e desenvolvimento focados no turismo e assim, receber famílias de diferentes regiões do lado paulista e também do mineiro. São frequentadores da cidade turistas, por exemplo, de Campinas, Ribeirão Preto, Sertãozinho, Jardinópolis, Uberaba, Uberlândia e Araxá, além dos francanos.

Com tanta gente querendo descansar e curtir atrativos como as paisagens, cachoeiras, trilhas, mergulhos e passeios de barco que levam a locais preservados e exuberantes, o setor imobiliário viu uma oportunidade para começar a erguer em Rifaina empreendimentos de alto padrão. Depois das pousadas e hotéis, o município passou a receber anúncios de prédios verticais, loteamentos residenciais fechados e de resorts inspirados nos melhores complexos hoteleiros e beach clubes de praias famosas como Jurerê Internacional.

São pelo menos seis novos empreendimentos, entre aprovados e já em construção, que mudará o visual urbanístico da cidade, gerará empregos e fará um grande aporte financeiro em Rifaina e região. Somente um dos projetos prevê investir R$ 50 milhões até 2022.

 

 

Para o secretário de Governo de Rifaina, Alcides Diniz dos Santos, além da beleza natural, a não oscilação do lago, que mantém o nível mesmo com a crise hídrica e o investimento do poder público em segurança e estrutura turística também são fatores que fomentam a chegada de investimentos. De acordo com dados da Prefeitura, só na margem paulista existe 400 ranchos que juntamente com as pousadas e hotéis locais ficam lotados aos fins de semana e feriados da alta temporada. A estimativa é que a cidade receba em torno de dez mil pessoas nesse período, mais que o dobro da população rifainense, calculada em 4 mil habitantes.

 

 

Empreendimentos

O empresário Fábio Liporoni é um dos empreendedores do setor imobiliário que apostou no potencial turístico de Rifaina e continua acreditando no desenvolvimento desse pequeno paraíso. Em 2014, ele entregou o primeiro prédio vertical da cidade, o Edifício Balneário da Canastra, com dez andares e 41 apartamentos, todos com vista panorâmica da represa e, no início de setembro inaugurou seu segundo empreendimento, o Edifício Mariah Polo, também na orla da praia. O prédio, que possui sacadas e janelas de vidro, tem 21 pisos e 42 apartamentos três, quatro e cinco suítes, além de salão gourmet, espaço fitness, churrasqueira, deck molhado, sauna, duchas e piscina com borda infinita. As unidades variam de R$ 800 mil a R$ 1,5 mi, no caso dos triplex, e antes mesmo de serem entregues pela Construtora WV, estavam praticamente 100% vendidas.

Construtor ribeirão-pretano, Amir Choaib, se considera o precursor dos investidores imobiliários de Rifaina. Há cerca de 20 anos, lançou no município os residenciais Morada da Fronteira e Enseada da Fronteira e, agora diante da movimentação do setor planeja lançar no próximo verão, o Kanoah Resort, um empreendimento de alto padrão com uma torre residencial, beach clube e outras 30 atrações, entre restaurantes, PUB, guarda barcos, quadras, heliponto, brinquedoteca, salão de jogos, praça e praia artificial. As obras devem durar 36 meses. Além do resort, Choaib tem projeto de outros dois loteamentos residenciais a serem erguidos em áreas próximas e lançados a partir do fim de 2019.

A projeção de Rifaina também motivou a Hindy Construtora, de Uberaba (MG), a querer investir na cidade. O empreendimento se chamará Aquas, terá 19 andares, acesso pela água ou asfalto, bar e restaurante, academia, quadras, piscinas, lounges de descanso e sauna. Segundo informações da construtora, os apartamentos terão a partir de 64 metros quadrados e serão comercializados por até R$ 460 mil.

 

 

Fotos: Wilker Maia

 

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Fonte: Ana Luiza Silva / Marco Felippe

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