Sensação de melhora no mercado de trabalho cresce em São Paulo

06/11/2017

Estudo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostra que a percepção do brasileiro em relação ao mercado do trabalho está melhorando.

Em outubro, os dados trazidos pelo Índice de Confiança de São Paulo (IC-SP) mostraram que cada consumidor paulista conhece, em média, 6,81 pessoas que perderam o emprego nos últimos seis meses. Em setembro essa média era maior, de 7,65.

“É uma queda significativa e que está alinhada com os números de desemprego divulgados pelo IBGE. A confiança do Estado estava muito baixa e, certamente, a melhora no emprego é um elemento que contribui na percepção mais positiva do consumidor”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

O índice aponta que a confiança do consumidor paulista subiu de 60 para 68 pontos entre setembro e outubro. É o segundo maior patamar deste ano, atrás apenas do registrado em janeiro (70).

Apesar de ser uma elevação grande, São Paulo apenas sobe para o mesmo patamar da região Sudeste (68), o que deixa claro como o Estado sentia, de maneira mais aguda que os outros, os efeitos da recessão econômica.

“No Índice Nacional de Confiança (INC) vimos uma melhora significativa na confiança das classes A/B. Como essas classes têm um peso maior em São Paulo, isso explica a alta de oito pontos em outubro”, afirma Burti. 

Ainda de acordo com ele, por não necessitarem muito de um aparato de crédito, esses consumidores de alta renda se dispõem a comprar mais facilmente produtos de maior valor, o que pode beneficiar o comércio varejista.

Tanto o IC-SP quanto o INC variam entre zero e 200 pontos; o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo. A margem de erro é de três pontos. As entrevistas foram realizadas entre os dias 1º e 15 de outubro.

METODOLOGIA

O Índice de Confiança de São Paulo é elaborado pelo Instituto Ipsos a partir de entrevistas pessoais e domiciliares, com base em amostra probabilística e representativa da população de áreas urbanas de acordo com dados oficiais do IBGE (Censo 2010 e PNAD 2014).

Trata-se de uma medida da extensão de confiança e segurança da população quanto à sua situação financeira ao longo do tempo. Além de indicar a percepção da população quanto à economia, o índice visa a prever o comportamento do consumidor no mercado.

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Fonte: Diário do Comércio - REDAÇÃO

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