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Justiça discute hoje dissídio de sapateiros - 22/03/2013

Fonte: Assessoria de Comunicação Sindifranca

Representantes do Sindifranca (Sindicato da Indústria e Calçados de Franca) e do Sindicato dos Sapateiros participam hoje da audiência para discussão do dissídio coletivo da categoria na Justiça. A reunião acontecerá às 14 horas, no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas (SP). Mesmo depois do reajuste salarial de 9%, a categoria ainda pede aumento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de 94 para 110 horas, cesta básica e abono das faltas dos trabalhadores grevistas.

 

O presidente do Sindifranca, José Carlos Brigagão do Couto, acredita que as pendências da campanha salarial deveriam ter sido resolvidas localmente, entre empresários e funcionários, sem que a decisão fosse levada à Justiça. “Ao levar a discussão ao juiz, o próprio Sindicato dos Sapateiros abriu mão do direito de greve. A partir de agora, o que o juiz entender deverá ser cumprido”, disse Brigagão.

 

De acordo com Luiz Gilberto Lago Jr., advogado do Sindifranca, a Justiça ainda deve tentar que as partes entrem em um acordo. Se isso acontecer, o resultado deverá ser mais uma vez apresentado em assembleia para empresários e sapateiros. “Não havendo possibilidade de acordo, o TRT irá decidir e não se sabe quanto tempo isso pode levar”, disse ele.

 

Entre os argumentos que o sindicato patronal pretende levar ao TRT estão os números do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, que comprovam que a indústria calçadista do município tem cada vez mais funcionários, com salário maior, para produzir menos. Desde 2004, a queda na produtividade do setor foi de 12,09% e o aumento real dos salários chegou a 45%. “Some-se a isso a queda de 72,4% nas exportações nos últimos nove anos e um aumento de 511% nas importações. Estamos perdendo a competitividade e isso coloca em risco a sobrevivência do setor”, disse o presidente do Sindifranca.

 

Para o Sindifranca, os números também mostram que a aplicação da PLR hoje é distorcida e foge do seu princípio, não passando de um “abonão”. “Cada empresa tem um resultado diferente e, portanto, o valor a ser pago deve ser discutido entre elas e seus funcionários separadamente. Não se trata de uma discussão setorial. E esse pagamento pode ser até superior ao que o Sindicato dos Sapateiros está pedindo hoje, através dos ganhos em produtividade”, disse o advogado.



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