Banner

Orientação financeira: investir o 13º salário na previdência privada aumenta renda futura

Foto
Artigos 18 Dez, 2025
Especialista dá dicas de como aproveitar a renda extra de fim de ano para ter uma reserva a mais

O fim do ano vai muito além das festas e do descanso. Com a chegada do 13º salário — que deve injetar mais de R$ 320 bilhões na economia em 2025, segundo o Dieese — cresce também a chance de organizar as contas e dar um passo estratégico rumo ao futuro. Embora muitos brasileiros direcionem essa renda extra a compras ou dívidas, especialistas recomendam aplicar ao menos uma parte na previdência privada.

Esse investimento não apenas fortalece a segurança financeira no futuro: também traz vantagens tributárias imediatas. Antes de tomar qualquer decisão, porém, é importante entender como funciona a previdência privada e por que ela pode ser uma das aplicações mais vantajosas do ponto de vista tributário.

No Brasil, existem dois modelos principais:

  • PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) — indicado para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda. Permite deduzir até 12% da renda bruta tributável, reduzindo a base de cálculo do IR e, consequentemente, aumentando a restituição ou diminuindo o imposto a pagar.
  • VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) — recomendado para quem declara no modelo simplificado ou já utilizou o limite de dedução do PGBL. Nesse caso, o IR incide apenas sobre os rendimentos no resgate.

A previdência privada oferece outros diferenciais relevantes: possibilidade de tributação regressiva, com alíquota caindo de 35% para 10% após dez anos; isenção de come-cotas, permitindo que o dinheiro renda sem cobrança semestral de imposto; e flexibilidade para mudar o regime de tributação antes do resgate. Somados, esses fatores tornam a aplicação ainda mais vantajosa para quem utiliza o fim de ano como momento de planejamento financeiro.
Apesar das mudanças recentes no IOF, a tributação extra só se aplica aos aportes muito elevados em planos VGBL — acima de R$ 300 mil por ano em 2025 e de R$ 600 mil a partir de 2026. E não afeta em nada os planos PGBL, que seguem totalmente isentos da cobrança.

Oportunidade para começar

Além de ser uma reserva extra, a previdência privada funciona como um complemento à aposentadoria pública. Pelas regras atuais do INSS, válidas desde a Reforma da Previdência de 2019, mulheres podem se aposentar com idade mínima de 62 anos e ao menos 15 anos de contribuição, enquanto homens precisam ter 65 anos e contribuir por, no mínimo, 20 anos. Diante desse cenário e do aumento da longevidade, esse investimento se torna um caminho natural para quem deseja estabilidade financeira no futuro.
“A expectativa média do brasileiro está chegando a 76,4 anos — e isso exige um planejamento financeiro mais precoce. Transformar parte do 13º em um investimento de longo prazo é uma escolha estratégica para garantir segurança e independência financeira no futuro”, afirma Adriana Cássia Zandoná França, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.

Como começar a investir na previdência privada

  • Reserve uma parte do 13º, mesmo que pequena.
  • Escolha o plano alinhado ao seu perfil.
  • Mantenha contribuições regulares.
  • Revise o plano periodicamente.

Criar o hábito de poupar é tão importante quanto o valor investido. “O segredo é começar, independentemente da idade. O tempo potencializa os ganhos. Nunca é tarde, o importante é dar o primeiro passo”, reforça Adriana.

 

 

 

 

Artigos, Economia, Financas, Poupanca, Previdencia