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Começar dieta na segunda-feira funciona? Nutricionista explica por que o melhor dia é hoje

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Notícias 28 Jan, 2026
Começar dieta na segunda-feira funciona? Nutricionista explica por que o melhor dia é hoje

Todo início de ano traz consigo a mesma promessa: agora vai. Agora eu cuido da alimentação, começo a dieta, bebo mais água, faço exercícios. Mas, para muita gente, essa mudança nunca passa da segunda-feira. A rotina aperta, a motivação diminui e, em poucas semanas, tudo volta ao ponto de partida.

Buscando te ajudar neste processo e, principalmente na busca permanente por hábitos mais saudáveis, o Portal ACIF preparou uma série especial sobre saúde e bem-estar, voltada especialmente a quem quer “correr atrás do prejuízo” neste começo de ano e, mais do que isso, levar esses cuidados para a vida.

Para esta primeira matéria, o Portal ACIF conversou com a nutricionista Ingrid Massaroto, da Hapvida. Na entrevista, ela explica por que dietas radicais falham, como pequenas mudanças fazem diferença e qual é o verdadeiro segredo para construir uma relação mais leve com a comida.

Segundo a especialista, o primeiro erro já começa na ideia de que existe um dia certo para mudar. “Muitas pessoas falham porque acreditam que só podem começar na segunda-feira. Mas o melhor momento para começar é agora”, afirma. Outro equívoco comum é tentar mudar tudo de uma vez, cortando alimentos de forma brusca. “Mudanças muito radicais são difíceis de manter e acabam gerando frustração e desistência. O ideal é construir hábitos aos poucos”, orienta.

E isso não significa abrir mão completamente do que se gosta. Para a nutricionista, o segredo está no equilíbrio. “Não é preciso cortar totalmente alimentos como a batata frita, por exemplo. O importante é reduzir a frequência. A alimentação saudável não é sobre proibição, mas sobre escolhas mais conscientes”, explica.

Essa é, justamente, uma das principais diferenças entre alimentação saudável e dietas restritivas. Enquanto a primeira faz parte da rotina de forma natural e prazerosa, as dietas muito rígidas acabam gerando culpa, ansiedade e uma relação negativa com a comida. “Na alimentação saudável, você quase nem lembra que está ‘de dieta’. Já na restritiva, o tempo todo você pensa no que não pode comer. Isso não é saudável nem para o corpo, nem para a mente”, destaca.

Pequenas mudanças, grandes resultados

Para quem acha que só grandes transformações trazem resultado, Ingrid garante: pequenas atitudes consistentes fazem toda a diferença. A começar pela hidratação. “Tomar mais água já ajuda a desinchar e melhora a hidratação do corpo. Uma boa referência é consumir cerca de 35 ml por quilo de peso por dia”, orienta.

Outro passo importante é incluir atividade física na rotina, mesmo que de forma leve. “O exercício ativa o metabolismo, melhora a construção de massa muscular e contribui para a perda de gordura”, explica.

Ela também alerta para o risco das metas radicais típicas do início do ano. “Quando a mudança é muito drástica, pode ocorrer o efeito rebote. A pessoa fica frustrada, desmotivada e acaba descontando as emoções na comida. O que realmente gera resultado são hábitos construídos gradualmente, que possam ser mantidos ao longo do tempo”, afirma.

Alimentação saudável na rotina real

Contrariando a ideia de que comer bem é caro ou complicado, a nutricionista lembra que a base da alimentação brasileira já é, naturalmente, saudável. “Arroz, feijão, carne, legumes e verduras formam uma combinação prática e equilibrada”, diz. Uma estratégia simples para manter a rotina é preparar marmitas e congelar. “Assim, você evita cair na tentação de comer algo menos saudável no dia a dia.”

Quando o assunto é culpa, a orientação é clara: ela não ajuda em nada. “Se você se alimenta bem durante a semana, não há problema em, no sábado, comer uma pizza ou um hambúrguer. E se exagerar, tudo bem. Recomece no dia seguinte. O mais importante é não parar”, aconselha.

Fome ou emoção?

Outro ponto fundamental é aprender a diferenciar a fome física da fome emocional. “Quando você abre a geladeira sem saber exatamente o que quer, geralmente é fome emocional. Já quando você sabe que quer uma refeição completa, é fome física”, explica.

O mesmo vale para os sinais de saciedade. “Não é aquele peso no estômago. A saciedade vem antes, quando você se sente confortável e satisfeito”, orienta.

Água: o combustível do corpo

A hidratação, segundo Ingrid, é peça-chave para disposição, concentração e rendimento. “A água é o principal combustível do ser humano. Muitas vezes, aquele ‘ronco na barriga’ é sede, não fome”, afirma. Além de ajudar no controle do apetite, a água melhora o desempenho físico e previne problemas como dor de cabeça e câimbras.

Para quem esquece de beber água, a dica é simples: andar sempre com uma garrafinha por perto e criar lembretes. “Quando sentimos sede, o corpo já está desidratado. O ideal é beber água mesmo sem sentir sede”, reforça.

O primeiro passo

Para quem quer começar agora, sem promessas impossíveis, a nutricionista sugere ações simples e sustentáveis: aumentar o consumo de água, reduzir frituras, incluir mais frutas, legumes e saladas no dia a dia e, principalmente, procurar orientação profissional. “O nutricionista é o único profissional habilitado para prescrever uma dieta adequada às necessidades de cada pessoa. Ele é quem vai ajudar a dar o pontapé inicial para uma rotina mais saudável”, conclui.

 

 

 

Carolina Ribeiro/Portal ACIF     Foto: Imagem Ilustrativa/Freepik

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