Música suave ao fundo, muito verde ao redor e uma infinidade de cerâmicas, tintas e pincéis espalhados pelo espaço. Assim é o ambiente do Ateliê Rita Amélia, localizado no bairro São Joaquim, em Franca: um lugar onde a arte encontra a tranquilidade.
Ali, mulheres e homens de todas as idades se reúnem às terças, quartas ou quintas-feiras para transformar massa cerâmica em arte. Vale tudo: pratos, canecas, centros de mesa. Peças pequenas, médias ou grandes. O tamanho pouco importa. O que realmente conta é o cuidado, o processo e o prazer de criar algo com as próprias mãos.


Com mais de 30 anos de experiência em salas de aula, o ateliê é comandado pela arte-educadora francana Rita Amélia Barbosa Moura, de 54 anos.
“Tenho uma vida inteira dedicada à arte e sempre soube que, quando me aposentasse, queria ter meu próprio ateliê. Foi assim que, em 2015, no quintal da minha casa, começou a nascer o Ateliê Rita Amélia”, conta.
Hoje, o espaço oferece aulas semanais três vezes por semana, além de workshops, aulas especiais e até viagens guiadas para ampliar o repertório artístico dos alunos. As atividades são abertas tanto para iniciantes quanto para quem já possui experiência com cerâmica.


Mais do que aprender técnica — desde abrir a massa até o acabamento e a pintura — os alunos encontram ali uma pausa na rotina.
“Aqui aprendi a fazer todo o processo. É um momento de calma, tranquilidade, uma verdadeira terapia”, afirma a empreendedora e artista Renata Arruda Miranda, de 51 anos.
Natural de Curitiba (PR), Renata chegou a Franca em 2024 e, desde março de 2025, é aluna do ateliê. Sem conhecer ninguém na cidade, encontrou nas aulas não apenas um novo hobby, mas também amizades.
“Além do relaxamento, encontrei amigas. Fiz peças que me marcaram muito, como uma fruteira em que usei uma toalha feita pela minha avó para criar a textura. É uma lembrança que ficará eterna”, relembra.


A comerciante Patrícia dos Santos Garcia, de 52 anos, também se encantou pela prática. Para ela, a cerâmica se tornou um momento indispensável da semana.
“Comecei como terapia e é maravilhoso. As peças vão surgindo pelas minhas mãos e eu aprendo mais a cada aula. É um dos meus momentos preferidos da semana”, diz.
O propósito do Ateliê Rita Amélia é ensinar arte sem pressão, respeitando o tempo e o processo de cada aluno. Para muitos, as aulas funcionam como uma verdadeira válvula de escape.
O casal Maria Clara Hernandes, de 19 anos, e Heitor Museti, de 20, também se rendeu à experiência. Eles participaram juntos de um workshop e produziram copos, um quadro e um prato.
“Eu gostei muito. É realmente um tempo para relaxar, aprender e se divertir”, afirma Maria Clara. “É muito legal. Um ótimo programa para fazer em casal, recomendo”, completa Heitor.
Ao longo de dez anos, centenas de pessoas já passaram pelo Ateliê Rita Amélia. Entre elas está a artista Isabela Braga, de 26 anos, que hoje, além de participar das aulas, contribui artisticamente com o espaço, desenhando peças que posteriormente são utilizadas por outros alunos.
“Minha primeira aula eu tinha 17 anos. Sempre gostei de artes e vim com o incentivo de uma tia. Aqui, me encontrei. É um lugar que me dá paz, onde me permito errar, voltar, refazer... Aqui, me permito ser eu mesma”, afirma.
Entre barro, tinta e silêncio criativo, o ateliê se consolida como um espaço onde a arte vai além da estética: ela acolhe, conecta e transforma.


Serviço
O Ateliê Rita Amélia está localizado na Rua Salim Emer, 521, no bairro São Joaquim. O espaço está no Instagram @atelieritaamelia. Mais informações e agendamentos pelo WhatsApp (16) 99986-2024.
Confira vídeo com arte-educadora e fundadora do Ateliê Rita Amélia
Carolina Ribeiro/Portal ACIF Fotos: Wilker Maia/ACIF