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Reforma tributária: o que muda para as empresas e como se preparar desde já

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Notícias 27 Jan, 2026
Novas regras impactam a gestão fiscal e financeira e exigem planejamento estratégico

A Reforma Tributária já deixou de ser apenas um tema de debate e passou a integrar, de forma concreta, o planejamento das empresas brasileiras. Com a criação de novos tributos e a substituição de impostos atuais, o novo modelo promete simplificar o sistema, mas também traz impactos diretos na rotina fiscal, nos custos e na gestão dos negócios.

Entre as principais mudanças está a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que reunirá tributos estaduais e municipais. A proposta busca criar um sistema mais transparente, com regras unificadas e menos distorções entre setores e regiões.

Na prática, porém, a transição exige atenção. A implementação será gradual, com um período de convivência entre os modelos antigo e novo, o que aumenta a complexidade do controle fiscal nos próximos anos. Além disso, as empresas precisarão adaptar sistemas, processos internos e estratégias de precificação para se adequar às novas regras.

“Mais do que entender a lei, este é o momento de as empresas começarem a se organizar internamente, revisar processos e buscar orientação, para que a transição ocorra de forma segura”, destaca a contadora Cristiane Grigório, da Contabilidade Santa Gianna. “Para este ano, a principal mudança é voltada para as empresas de Lucro Presumido e Lucro Real, que já devem recolher, na fase de teste, a CBS e o IBS com os valores determinados pela Reforma Tributária”, explica.

Ainda que o objetivo da reforma seja tornar o sistema mais eficiente, já é possível prever alterações na carga tributária de alguns setores, mudanças na forma de aproveitamento de créditos e ajustes no fluxo de caixa. Avaliar esses efeitos com antecedência é fundamental para evitar surpresas no orçamento e na rentabilidade.

Outro aspecto relevante é o risco de postergar o assunto. Ignorar a reforma neste momento pode gerar problemas no futuro, como falhas no cumprimento de obrigações, dificuldades de adaptação tecnológica e decisões estratégicas tomadas sem considerar o novo cenário tributário. Preparação, neste contexto, passa a ser sinônimo de segurança.

“A reforma não é algo distante: ela já exige decisões práticas das empresas agora, principalmente em relação a sistemas, custos e planejamento”, afirma a contadora, que reforça a importância de as empresas se organizarem desde já para atender às novas determinações.

Mais do que uma mudança legal, a reforma representa uma transformação na forma como as empresas se organizam fiscal e financeiramente. Planejamento, atualização constante e apoio técnico especializado serão diferenciais importantes para atravessar esse período de transição com estabilidade.

“Quem deixar para se adaptar apenas no final da transição corre o risco de enfrentar dificuldades operacionais e financeiras. Por isso, a orientação é: faça um planejamento tributário da sua empresa, revise seus contratos, a precificação e organize seu fluxo de caixa”, reforça a especialista.

Reforma Tributária

A Reforma Tributária será implantada de forma gradual entre 2026 e 2033, com um período de convivência entre o sistema atual e o novo modelo. A fase de testes começa em 2026, quando empresas dos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido já passam a recolher CBS e IBS com alíquotas reduzidas, enquanto os tributos atuais ainda permanecem. Em 2027, a CBS substitui definitivamente PIS e Cofins, e o IBS segue em transição até 2032. A partir de 2033, o novo sistema entra em vigor de forma plena, com a extinção de impostos como ICMS e ISS, exigindo das empresas adaptação gradual de sistemas, processos e planejamento tributário.

 

Confira as dicas especiais da contadora Cristiane Grigório, da Contabilidade Santa Gianna, e prepare a sua empresa para a nova realidade com as novas regras da Reforma Tributária

 

 

Carolina Ribeiro/Portal ACIF Fotos: Lucas Monteiro/ACIF

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