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Você sabia que o custo da dívida pode salvar o futuro da sua empresa?

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Notícias 23 Abr, 2026
O artigo jurídico do Portal ACIF deste mês aborda o tema em um cenário econômico mais exigente

Em um cenário econômico mais exigente, o chamado “custo da dívida” deve ocupar lugar central na gestão financeira da sua empresa. Em termos simples, o custo da dívida representa o quanto uma empresa efetivamente paga para utilizar capital de terceiros — seja empréstimos bancários, financiamentos, emissão de títulos ou outras formas de captação. Trata-se, portanto, do “preço do dinheiro” obtido no mercado.

Na prática, o custo da dívida não se resume à taxa de juros contratada. Para as empresas, existe um fator relevante: o benefício fiscal. Como os juros pagos sobre dívidas podem ser deduzidos da base de cálculo do imposto de renda, o custo real acaba sendo menor do que a taxa nominal. Por isso, o cálculo mais utilizado considera esse ajuste, sendo expresso pela fórmula: custo da dívida = taxa de juros x (1 - alíquota de imposto).

Por exemplo: imagine uma empresa que contrata um financiamento para expansão da produção, com juros de 14% ao ano. Considerando uma carga tributária de 34%, o custo efetivo dessa dívida será de aproximadamente 9,24% ao ano. Esse é o número que deve orientar a tomada de decisão: se o investimento a ser realizado pela empresa com esse recurso gerar retorno superior a esse percentual, a operação tem mais chances de agregar valor ao negócio. Caso contrário, a empresa vai operar com retorno inferior ao custo do capital — em outras palavras, vai gerar prejuízo.

Outro ponto importante é que o custo da dívida não é estático. Ele varia conforme o cenário macroeconômico, o nível de risco da empresa, sua capacidade de geração de caixa e até mesmo sua organização financeira. Assim, empresas com boa governança, menor endividamento e histórico sólido tendem a acessar crédito com taxas mais competitivas, enquanto aquelas com estrutura financeira fragilizada enfrentam custos mais elevados, criando um ciclo que pode dificultar ainda mais a recuperação. Nesse contexto, empresas que conhecem e monitoram seu custo da dívida conseguem negociar melhor, escolher fontes de financiamento mais adequadas e evitar comprometer sua rentabilidade.

Diante disso, mais do que um conceito técnico, o custo da dívida deve ser encarado como uma ferramenta de gestão. Em um ambiente competitivo e de margens cada vez mais pressionadas, entender exatamente quanto custa cada real captado pode ser o diferencial entre crescer de forma sustentável ou comprometer a saúde financeira do seu negócio.

No campo jurídico, eventuais falhas em contratos, regulamentações ou processos judiciais geram consequências financeiras negativas. E, para mitigar esses riscos, é essencial uma gestão focada na organização jurídica preventiva, analisando contratos com cuidado antes da assinatura e antecipando eventuais riscos financeiros.

Para o esclarecimento de dúvidas jurídicas, além de sugestões, o departamento jurídico da ACIF está sempre à disposição dos seus associados, seja presencialmente, via telefone (3711-1724), e-mail (juridico@acifranca.com.br) ou WhatsApp (16-99722-7027). Até a próxima!

 

 

Ana Luiza Marques Silva/Adalberto Griffo Junior/ Fabio Wichr Genovez

Artigos, Juridico, Empresas, Empreendedores, Franca