O novo programa de renegociação de dívidas, Desenrola 2.0, tem como objetivo ajudar as famílias que passam por um momento de renda comprometida, a regularizar a sua situação financeira.
A medida ocorre em um contexto de forte endividamento familiar. Segundo dados do Banco Central do Brasil, o índice de endividamento das famílias alcançou 49,9% em fevereiro de 2026, o maior nível da série histórica.
O indicador considera a relação entre o estoque de dívidas e a renda acumulada em 12 meses, demonstrando que parcela significativa da renda familiar permanece comprometida com operações de crédito.
Além disso, o comprometimento mensal da renda com o pagamento de dívidas atingiu 29,7%, com avanço de 1,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
O cenário reflete os efeitos da manutenção das taxas de juros em patamares elevados ao longo dos últimos meses. Mesmo com o início de um movimento de redução de juros pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) - a Taxa Selic foi reduzida de 15% para 14,5% a.a. - o ambiente de crédito ainda permanece restritivo para grande parte das famílias brasileiras.
Somam-se a isso os impactos da inflação sobre itens essenciais, especialmente alimentos, combustíveis e serviços básicos, reduzindo o poder de compra da população e elevando a necessidade de utilização de crédito para a manutenção do poder de compra.
Diante deste contexto, o programa Desenrola 2.0 deverá trazer efeitos positivos sobre o orçamento das famílias, contribuindo para a recuperação gradual da capacidade de consumo.
1. Renegociação de dívidas para famílias com renda de até 5 salários-mínimos (R$ 8.105,00);
2. Descontos no valor da dívida de até 90%, a depender de cada negociação individual;
3. Limitação da taxa de juros nas renegociações de até 1,99% a.m.;
4. Utilização parcial do FGTS para quitação de débitos;
5. Dívidas renegociadas: crédito pessoal, cartão de crédito e financiamento estudantil;
6. Quem aderir ao programa Desenrola 2.0 terá restrição de 12 meses ao uso do crédito rotativo do cartão de crédito e crédito rotativo e à realização de apostas.
O programa ainda depende da adesão das instituições financeiras e credores participantes para sua plena operacionalização.
Para a economia francana, os efeitos tendem a ser positivos, especialmente para os setores de comércio e serviços, que possuem elevada sensibilidade à renda disponível das famílias e às condições de acesso ao crédito.
Ou seja, a redução do endividamento familiar, aumenta a capacidade de consumo das famílias, ativando o comércio local, impactando positivamente no faturamento das empresas e ampliação do crédito local, mais barato que o cheque especial e rotativo do cartão de crédito.
Novas regras para linhas de crédito específicas para micro e pequenas empresas.
O Desenrola 2.0 apresenta-se como uma política pública potencial de curto prazo, ao contribuir com a redução do endividamento das famílias, favorecendo a recuperação do consumo e estimulando a atividade econômica local.
O programa também apresenta uma oportunidade para os pequenos negócios, uma vez que o crédito subsidiado permite a manutenção das pequenas e médias empresas, estimulando novos investimentos na economia.
Enfim, o programa Desenrola 2.0 tem potencial para fortalecer a sustentabilidade econômica das famílias e dos pequenos negócios francanos.
Rodrigo Souza – Economista responsável pelo IE-ACIF (Instituto de Economia da Associação do Comércio e Indústria de Franca)
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