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SOS Depressão oferece acolhimento emocional gratuito em Franca

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Notícias 17 Mar, 2026
Projeto da Fundação Espírita Allan Kardec tem auxiliado as pessoas a recuperarem equilíbrio emocional, sono e qualidade de vida

Em um cenário de crescimento dos casos de ansiedade, depressão e crises emocionais nos últimos anos, um projeto desenvolvido em Franca tem se destacado por oferecer acolhimento gratuito e acessível à população.

Implantado há cerca de dois anos pela Fundação Espírita Allan Kardec, o SOS Depressão integra as ações do CPSM (Centro de Promoção de Saúde Mental) e já ajudou dezenas de pessoas a recuperar equilíbrio emocional, melhorar o sono, reduzir a ansiedade e retomar a qualidade de vida.

O atendimento é aberto à comunidade e acontece às segundas e quartas-feiras, às 19h, sem necessidade de agendamento. Os interessados apenas comparecem ao local e retiram senha por ordem de chegada.

Segundo o presidente da instituição, Mário Arias Martinez, o projeto surgiu para oferecer um espaço seguro de acolhimento às pessoas que enfrentam sofrimento emocional. “É totalmente aberto. Qualquer pessoa que esteja passando por ansiedade, tristeza persistente ou crises emocionais pode vir. O objetivo é acolher e ajudar”, afirma.

Abordagem complementar e sem vínculo religioso
Apesar de funcionar dentro da Fundação Allan Kardec, o SOS Depressão não possui linha religiosa. O trabalho não envolve doutrina espírita, rituais religiosos ou passes, e também não substitui tratamento médico ou psicológico. O método utiliza o magnetismo como prática complementar, somando-se a outros acompanhamentos de saúde.

O método utilizado no projeto dialoga com as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), política adotada pelo SUS desde 2006, que reúne terapias voltadas ao bem-estar físico e emocional como meditação, yoga, reiki e imposição de mãos, sempre como abordagem complementar ao tratamento médico.

“Nosso papel é complementar. Sempre orientamos que a pessoa mantenha acompanhamento médico, psicológico ou psiquiátrico quando necessário”, explica Mário.

Caso o participante ainda não esteja em tratamento, a equipe também orienta sobre serviços disponíveis na rede pública, como Caps (Centro de Atenção Psicossocial), ambulatórios de saúde mental e unidades básicas de saúde.

Atendimento estruturado em três etapas
Logo no primeiro dia, o participante passa por todo o processo de acolhimento.

O atendimento é organizado em três etapas: palestra inicial, com orientações sobre saúde emocional e estratégias de equilíbrio mental; entrevista individual, para compreender a história e as necessidades da pessoa; e aplicação do magnetismo, técnica que dura cerca de 15 a 20 minutos.

O tratamento é realizado uma vez por semana, normalmente ao longo de oito a 12 meses, período considerado necessário para consolidar mudanças emocionais. “O sofrimento emocional geralmente leva tempo para se instalar e também leva tempo para ser superado. Por isso, o acompanhamento contínuo é importante”, explica o presidente da instituição.

Histórias de transformação
Ao longo dos dois anos de funcionamento, o projeto acumula relatos de mudanças significativas na vida dos participantes.

A aposentada Irene Deluca, de 77 anos, procurou o SOS Depressão no início de 2025. Na época, vivia um período de ansiedade intensa e preocupação constante com a família. “Eu ficava angustiada o tempo todo, achando que tudo dependia de mim. Cheguei muito ansiosa”, lembra.

Com a participação semanal no projeto, ela percebeu mudanças gradativas no modo de lidar com as responsabilidades e emoções. “O que mais mudou foi a leveza. Aprendi que não preciso dar conta de tudo sozinha, que posso apenas conduzir e apoiar. Isso trouxe muita tranquilidade.”

Irene frequentou o tratamento por quase um ano e recebeu alta em novembro. Entre os resultados que destaca, estão melhora do sono, redução da ansiedade e mais equilíbrio emocional - algo que foi fundamental inclusive para enfrentar um momento difícil: a perda recente do marido. “Quando aconteceu, eu já estava mais fortalecida emocionalmente. O trabalho aqui me ajudou muito.”

A coordenadora escolar Fernanda Guilherme, de 39 anos, procurou o projeto após enfrentar um período de forte sobrecarga profissional e crises de ansiedade. Ela relata que, na época, acumulava responsabilidades no trabalho e lidava com situações delicadas, o que acabou desencadeando sintomas físicos de pânico. “Eu senti dor no peito, falta de ar, uma crise muito forte. Percebi que precisava procurar ajuda.”

Fernanda iniciou o acompanhamento no início de 2025 e passou a frequentar semanalmente as atividades. Pouco tempo depois, o marido também decidiu participar. “O projeto me ajudou muito a recuperar equilíbrio emocional e a aprender a me priorizar. Eu era aquela pessoa que queria abraçar tudo e cuidar de todo mundo.”

Hoje, ela afirma que o SOS Depressão se tornou parte importante do cuidado com a saúde mental. “É um trabalho muito sério. A gente percebe o acolhimento e a dedicação dos voluntários.”

Melhor sono e mais tranquilidade
A professora Roseli Rech Martínez e a filha, a enfermeira Talita Rech Martínez, também participam do projeto desde o ano passado. As duas relatam mudanças perceptíveis na rotina, principalmente no sono e no controle das emoções.

“Percebi que estava mais irritada e com dificuldade de lidar com algumas situações. Com o tempo, fui ganhando mais reserva emocional para enfrentar o dia a dia”, conta Talita.

Roseli destaca principalmente a melhora do descanso. “O sono ficou muito mais tranquilo. É uma noite realmente reparadora.”

Voluntariado e formação
O SOS Depressão é conduzido por uma equipe de voluntários, formada por profissionais de diversas áreas. Antes de atuar no projeto, todos passam por um curso de formação de aproximadamente quatro meses, com preparação teórica e prática para o atendimento.

Segundo Mário, o crescimento da iniciativa também ajuda a combater preconceitos ainda existentes em torno da saúde mental. “Durante muito tempo houve vergonha de procurar ajuda. Hoje sabemos que depressão e ansiedade são doenças que precisam ser tratadas.”

Serviço
SOS Depressão

Quem pode participar:
pessoas que enfrentam sofrimento emocional
Onde: Fundação Allan Kardec – Rua José Marques Garcia, 675 – Franca
Dias: segundas e quartas-feiras
Horário: 19h
Como funciona: acolhimento emocional com aplicação de magnetismo como prática complementar
Gratuito
Agendamento: Não é necessário; senhas distribuídas por ordem de chegada

 

 

 

Com informações da Assessoria de Imprensa da Fundação Espírita Allan Kardec      Foto: Divulgação/Fundação Espírita Allan Kardec 

 

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